Plá – o cantor das ruas e das bicicletas

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Impossível pensar o Bicicultura 2018 sem vir a cabeça a trilha sonora do cantor Plá, que embalou os três dias de evento. Ele que estava “em de Curitiba com seu violão na mão, fazendo muito som exautando as bicicletas” e seguiu para o Rio de Janeiro, como confirma na letra da canção Bike Cultura do álbum Biciclopédia 3, seu 48º disco. Isso após uma mobilização dos ciclistas que apoiaram sua campanha de financiamento coletivo para a viagem a qual propiciava a aquisição de seus discos como recompensa.
Ademir Antunes, conhecido como Plá nas ruas de Curitiba e por quem acompanha as atrações anuais dos Biciculturas, nasceu em Campo Belo do Sul-SC e foi para Curitiba em 1976 cursar música na FAP. Suas músicas possuem influência na Folk Music, trazendo letras que tecem críticas ao capitalismo e a sociedade carrocêntrica, com proposições filosóficas libertárias e libertadoras. Obviamente não poderia ficar de fora o que encanta nossos leitores: a bicicleta.
Plá é um ativista que mostra em sua prática a mudança de comportamento necessária para um futuro mais próspero, humano e respeitoso entre as pessoas e o meio ambiente. Como instrumento de propagação de suas ideias ele utiliza suas músicas, que contagiam com essa energia fantástica que ele emana do seu jeitão de profeta das bicicletas.
Quer saber mais sobre ele? É só acessar os links a seguir e curtir este camarada dos pedais!

Tem que ter moral de: Mari Poncio, Chico Pinto e Hudi Correia

Plá por “Gorila Kelso Produções”

Vídeo da música Bike e Cultura, filmado por nossa equipe no Bicicultura 2018

Representantes de organizações locais reúnem para articular sobre revisão do Plano Diretor 2018

Em cumprimento ao Plano de ação da Oficina de Formação pela Bicicleta da Região Norte e da Campanha Bicicleta nos Planos, o coletivo ParáCiclo realizou, na tarde de ontem, a 2ª reunião sobre revisão do Plano Diretor 2018. A reunião foi realizada no espaço Let’s Bike Café e contou com a participação de representantes do Laboratório da Cidade, Coletivo Ciclomobilidade, rede Bike Anjo e Ame o Tucunduba.

Durante a reunião foi feita a leitura da cartilha sobre o Plano Diretor, elaborada para a revisão de 2008, pela prefeitura de Belém. O advogado legislativo, José Augusto, fez esclarecimento e orientações sobre a maneira que o processo participativo deve se dar e sugeriu a elaboração de documentos para protocolar nos órgãos responsáveis.

Foram discutidos aspectos sobre a importância de integrar grupos com interesses plurais na perspectiva de garantir maior espectro de participação popular. Foi ponto de pauta, a necessidade de se articular com entidades que possuem histórico de participação na elaboração/avaliação de planos diretores, bem como a importância de fortalecimento de assembleias nos bairros e distritos para que haja mais participação da sociedade.

Foram criados 3 Grupos de Trabalho (GT de estudo do Plano Diretor, GT de Mobilização e GT de Mapeamento) para dar prosseguimento às atividades. Os grupos estão abertos para que outras pessoas acessem.

As pessoas, entidades, coletivos e organizações interessadas em participar do processo devem entrar em contato pelo e-mail coletivoparaciclo@gmail.com

Detran divulga Pesquisa do perfil socioeconômico do ciclista para coletivos cicloativistas do Pará

Integrantes dos coletivos Pará Ciclo, Ciclomibilidade Pará e rede Bike Anjo participaram, na tarde de sexta-feira (01), de reunião com o Departamento de Trânsito do Pará. Na oportunidade foram apresentados os dados sobre a pesquisa do perfil socioeconômico do Ciclista, realizada pelo Detran-PA. A Campanha Bicicleta nos Planos foi apresentada ao órgão afim de tê-los como parceiros nas atividades voltadas à gestores públicos e sociedade civil. Ficou encaminhado que novas reuniões serão promovidas para ampliar e melhorar as campanhas educativas voltadas à motoristas e aos deslocamentos ativos no Estado.

Prefeitura inicia implantação de paraciclos dia 15 de dezembro

No dia 22 de novembro o coletivo Ciclomibilidade Pará participou de reunião com Seurb e Semob para tratar dos problemas relacionados aos deslocamentos ativos na cidade, com destaque para a bicicleta. Em novembro foi a terceira reunião realizada entre o coletivo de cicloativistas e a gestão pública. Desde a primeira reunião foram apresentadas demandas de implantação de Paraciclos pela cidade e melhoria das rotas cicloviárias, como a ciclovia da Av. Duque de Caxias, Av. Augusto Montenegro, Pedro Álvares Cabral, Marques e Almirante Barroso. A prefeitura se comprometeu em implantar Paraciclos em 10 locais estratégicos, a partir do dia 15 de dezembro, definidos juntamente com os ciclistas.

Em relação aos problemas de ciclovias e ciclofaixas da cidade, o coletivo apresentou relatório de pontos problemáticos na Av. Almirante Barroso e Augusto Montenegro, onde está em execução as obras do BRT e a prefeitura ficou de fazer levantamento nos locais para cobrar da empresa responsável a solução para os problemas. Além disso, foi citado o problema de sinalização nas avenidas Pedro Alvares Cabra, onde a prefeitura informou que existe um projeto previsto para o local, portanto, não teria como fazer ajustes na sinalização da ciclofaixa existente.

Foram citados também os problemas das avenidas Marquês e Duque de Caixias, que possuem problemas de sinalização, principalmente horizontal nos cruzamentos, onde o motorista não identifica que o espaço é de tráfego de ciclistas. Os problemas de buracos na ciclovia da Duque foi citado e a gestão informou que notificou a empresa responsável pela obra para realizar os ajustes.

2º Pedal Cycle Chic integra a Semana da Mobilidade em Belém

Qual a melhor roupa para andar de bicicleta? Para os ciclistas que participaram do 2º pedal Cycle Chic, realizado na tarde de domingo (17), se sentir bem é o foco principal. Para além das roupas tecnológicas, pedalar é um ato de resistência, amor à cidade, à uma vivência que vai além do senso comum. A ciclista e relações públicas, Marília Guedes, conta que gosta de se vestir bem e depois que passou a usar a bicicleta como meio de transporte não quis abrir mão dos seus vários estilos. “Para o meu trabalho eu tenho que me vestir social, então eu continuei usando a mesma roupa que usava antes de pedalar”.

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Foto: Carlos Borges / Moiré Foto&Cine

Para Marília, o mais importante para realizar o deslocamento de maneira prazerosa é estar bem consigo, independente do traje. “O pedal cycle chic é uma forma de mostrar para as pessoas que para andar de bicicleta não precisa estar vestido de ciclista, mas que dá para sair despojado, arrumado e se sentir livre. Quando eu pedalo me sinto poderosa”, afirma.

 

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O fotógrafo e ciclista Carlos Borges participou pela segunda vez do pedal e conta que a sua relação com a bicicleta vem casada com a fotografia e com a memória afetiva de início da relação dele com a esposa Paula Lourinho. “Estamos juntos há 27 anos e quando começamos a namorar, ainda escondidos, a Paula ia ao meu encontro pedalando uma Ceci. Um dia fomos fotografar o casamento de amigos ciclistas. Ficamos encantados com a beleza e começamos uma inquietação. Nos empolgamos e hoje temos 5 bicicletas retrôs montadas em casa e duas por montar”.

Além de pedalar, Carlos participa do Pedal Cycle Chic fazendo fotos e afirma que se encanta cada vez mais pela beleza que ela possibilita aos seus registros fotográficos. “Eu fotografo o pedal pela questão da beleza, além do mais, as pessoas que pedalam são diferentes. De fácil interação e esse pedal, especificamente, é um pedal mais contemplativo da cidade. É muito agradável”.

A empresária do Let’s Bike Café, Rejane Cruz, conta que o empreendimento passou a realizar o Pedal Chic com a finalidade de promover cada vez mais a bicicleta na cidade. “O nosso lado cicloativista nos instigou a fazer esse evento como forma de dar mais visibilidade da bike como meio de mobilidade urbana. Era um tipo de pedal que não existia em Belém. Faltava um passeio Cycle Chic para mostrar para a sociedade que a gente pode pedalar do jeito que quiser”, destaca.

O 2º Pedal Cycle Chic integrou a programação da Semana da Mobilidade, realizada nacionalmente entre os dias 16 e 22 de setembro, quando é promovido o Dia Mundial Sem Carro. Em Belém a programação conta ainda com os seguintes eventos:

19/09 – 19h – Roda de Conversa – Belém Photos (Av. Braz de Aguiar, 430)

20 e 21/09 – Viva a Cidade Viva – Transmissão de lives pela página Pará Ciclo

22/09 – Dia Mundial Sem Carros 2017

6h – Blitz Solidária (Av. Gentil Bitencourt com Av. José Bonifácio).  Café da manhã e pequenos ajustes grátis em bicicletas.

19h – CineBike (Praça Floriano Peixoto – Mercado de São Brás) – Projeção do Documentário Mama Aghata e de vídeos musicais com bicicletas.

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Foto: Carlos Borges
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Foto: Carlos Borges
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Foto: Carlos Borges
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Foto: Carlos Borges

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Foto: Carlos Borges
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Foto: Carlos Borges
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Foto: Carlos Borges

Texto: Melissa Noguchi

Fotos: Carlos Borges/Moiré Foto&Cine

Organização: Let’s Bike Café

 

 

Ciclovias e ciclofaixas são pauta de reunião entre ciclistas e gestão municipal

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Representantes do Coletivo Ciclomobilidade Pará reuniram, na tarde de ontem (05), com técnicos e Secretário Municipal da Secretaria de Urbanismo de Belém (Seurb), Adinaldo Sousa de Oliveira, e diretores da Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob). A reunião teve por finalidade reapresentar as demandas dos ciclistas ao poder público, tento em vista que durante os anos de 2015 e 2016, foram feitas diversas reuniões sem que fosse feito o atendimento efetivo das pautas apresentadas.

Durante a reunião o coletivo falou sobre os problemas das ciclovias e ciclofaixas da cidade, que encontram-se deterioradas. A Av. Almirante Barroso, foi pontuada, mas a prefeitura justificou que não foram realizadas obras na via, apesar das obras do BRT, no entanto, os ciclistas alertaram para problemas que não existiam antes da obra passar por lá. E destacaram a necessidade de que a empresa seja cobrada, já que os resquícios da obra ficaram todos por lá, com pisos desnivelados, esburacados e restos de concreto.

A ciclovia da av. Duque de Caxias foi outro ponto importante da reunião. Inaugurada em fevereiro de 2016, apresenta problemas sérios desde antes da liberação para trânsito. A gestão informou que o local possui problema no solo e por isso vem sofrendo reparos com frequência, mas os problemas retornam. O coletivo questionou sobre os estudos de sondagem realizados para a obra e da garantia da obra por parte da empresa, que normalmente é de 5 anos após inaugurada. De acordo com o secretário da Seurb, Adnaldo Oliveira, a prefeitura teve diversos problemas com a empresa que executou a obra e a empresa não existe mais. A gestão se comprometeu em fazer uma visita técnica para reavaliar os problemas.

A ciclovia da av. Augusto Montenegro também foi pontuada, tendo em vista que teve o primeiro trecho recém inaugurado, mas já precisa de ajustes, como desníveis, placas de sinalização, postes e até casa no meio do trajeto. O coletivo apresentou fotos de um levantamento feito no local para a audiência do BRT, promovida pelo Ministério Público Estadual (MPPA), no dia 22 de agosto.

Outro ponto da reunião foi a colocação de paraciclos em locais estratégicos da cidade. A demanda foi sugerida à prefeitura em 2016, com sugestão da utilização da antiga estrutura que servia de guarda-corpo na ciclovia da Av Almirante Barroso. O coletivo chegou a fazer uma visita monitorada com a Seurb nos possíveis locais para colocação. Os técnicos informaram que estão em contato com órgãos do patrimônio histórico para liberação em áreas tombadas, além de negociação com empresário para financiamento da obra de implantação dos paraciclos. Nas áreas tombadas, o coletivo sugeriu que a gestão utilize uma vaga de veículo para a colocação da estrutura, tal qual como foi feito nos espaços de bicicletas compartilhadas.

Ao final da reunião a prefeitura se responsabilizou em fazer levantamentos técnicos nas ciclovias deterioradas, com prazo para retorno ao Coletivo em 15 dias. A Semob irá verificar a viabilidade da utilização da vaga de veículo para a implantação do paraciclo nas áreas tombadas, além de dar encaminhamento para iniciar a colocação dos paraciclos em outros pontos da cidade. O prazo estipulado para dar retorno aos ciclistas para essa demanda é de 30 dias.

Ciclistas participam de Mesa Redonda sobre Mobilidade Urbana no TRT 8º Região

Os ciclistas Cid Camijo e Murilo Rodrigues participaram, na última sexta-feira (25), da mesa redonda sobre Mobilidade Urbana – A bicicleta e os acidentes de trabalho, durante o evento Reforma Trabalhista, Precarização e Riscos de Acidente de Trabalho, promovido pelo Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT).

Na oportunidade, os ciclistas destacaram a importância da bicicleta para a cidade, para a saúde, para a qualidade e para a mobilidade urbana.

Para conferir a entrevista concedida após o evento clique AQUI.

Seminário debate os desafios da Mobilidade na RMB

Os cicloativistas Murilo Rodrigues e Melissa Noguchi participaram,  na última sexta-feira (18), de uma mesa redonda sobre o uso da bicicleta nas cidades. A mesa fez parte do seminário DESAFIOS DA MOBILIDADE URBANA NA REGIÃO METROPOLITANA DE BELÉM, promovido pela Universidade Federal do Pará (UFPA). A mesa foi iniciada com uma excelente apresentação de Maurício Villar, do Tembici, seguida do debate pela mesa.

Para conferir o debate da mesa cliquei AQUI.

Ciclistas perdem espaço para transitar na BR-316, em Ananindeua. Acostamento foi substituído por pista de rolamento

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Fotos: Manu Athayde e Netto Dugon

Que a bicicleta é um dos principais meios de transporte de centenas de trabalhadores que cruzam a Região Metropolitana de Belém (RMB) diariamente todo mundo sabe. A BR-316 carece de estrutura adequada para atender essa demanda existente e os órgãos responsáveis por garantir o mínimo à população ignoram esse cenário.  Em 2016, segundo o Departamento de Trânsito do Pará (Detran) ocorreram 7 mortes e 405 pessoas ficaram feridas em acidentes envolvendo ciclistas na RMB. Além de não contar com ciclovias, ciclofaixas ou o respeito dos motoristas que transitam pela BR, agora os condutores do transporte ativo também perderam um dos espaços mais utilizados e que lhes dava o mínimo de segurança para pedalar, o acostamento. Mesmo com as crateras, as vans, ônibus e carros invadindo constantemente e sem a devida fiscalização, o acostamento do lado direito da pista era por onde os ciclistas transitavam.

Desde junho o acostamento da BR que ia do viaduto do Coqueiro até o Conjunto Júlia Seffer foi substituído por pista de rolamento.  O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) destaca que, na falta de via especifica para pedestres e ciclistas em uma rodovia, o acostamento da mesma fica destinado à circulação destes, além da parada de carros em casos de emergência. O CTB também restringe a circulação de ciclistas nas rodovias que possuem acostamento. E no caso da ausência do mesmo, o uso não é permitido, ou seja, o ciclista não tem nem por onde transitar.

A ciclista Manu Athayde, que usa a bicicleta para se deslocar de casa ao trabalho pela via reclama da iniciativa de retirada do espaço. “Os ciclistas foram excluídos na cara dura, porque o acostamento sempre existiu e agora não existe mais. E para piorar a situação, estão desligando os semáforos e radares de controle de velocidade, de sexta até segunda. Ou seja, é preciso escolher entre trafegar na via com veículos motorizados passando a centímetros do ciclista – apesar de terem a obrigação de passar a 1,5 metro de distância – em altíssimas velocidades ou pelas calçadas cheias de buracos, entulhos e obstáculos”.

Vale lembrar que o CTB pontua, no art. 21, que os órgãos de trânsito têm obrigação de garantir a segurança de ciclistas. Compete aos órgãos e entidades executivos rodoviários da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, no âmbito de sua circunscrição planejar, projetar, regulamentar e operar o trânsito de veículos de pedestres e de animais, e promover o desenvolvimento da circulação e segurança de ciclistas.

Entramos em contato com a Superintendência Regional do DNIT do Pará via telefone e e-mail no dia 6 de julho para saber mais informações, mas até a publicação da matéria, não obtivemos retorno. A Prefeitura de Ananindeua informou que a BR, do Km 0 até Benevides está cedida ao Governo do Estado para as obras do BRT. A assessoria da Secretaria de Estado de Transporte (Setran) informou que realizou a obra a partir de uma solicitação da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

A PRF, por meio do policial Emerson Castro, justificou a solicitação da obra em decorrência da demanda de veículos que transitam pela via. “Infelizmente a estrutura da via é complexa. Deveria ter ciclovia, ciclofaixa, passarela. Cerca de 90% das pessoas que utilizam são veículos, não são ciclistas e nem pedestres, então tem que priorizar uma coisa em detrimento a outra”. Segundo o policial, ainda que não haja acostamento, existe um espaço grande entre o bordo da pista até muro onde tem construção. Para a PRF ciclista e pedestre consegue andar tranquilamente nesse espaço, no entanto, não é o que os ciclistas que pedalam por lá observam.

Seguimos com mais uma iniciativa de obra executada sem ouvir quem utiliza o espaço e conhece a realidade. É preciso que nós ciclistas nos unamos numa massa crítica e solicitemos a retomada daquele espaço, a segurança e o respeito com o nosso modal, que tanto contribui com a sociedade, promovendo um trânsito mais humano.

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Fotos: Manu Athayde e Netto Dugon
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Fotos: Manu Athayde e Netto Dugon

 

 

Lei da bicicleta será votada hoje na Câmara

18835976_10203248670335295_7533246719126948027_nA Câmara tentará aprovar hoje, à partir de meio dia, o projeto de lei que foi chamado de sistema cicloviário de Belém. O projeto foi colocado em votação às pressas, antecedendo o debate na mesma casa, com os coletivos de cicloativismo da cidade. Vale ressaltar, que os ciclistas vem, desde 2013, lutando para aprovar a lei, apresentada pelo vereador Fernando Carneiro, que atendia minimamente as demandas dos ciclistas locais, e seguia modelos nacionais, construídos conjuntamente com quem vivencia a bicicleta cotidianamente.

Confira as diferenças entre o Projeto de Lei do Vereador Fernando Carneiro em linhas gerais e o que será votado amanhã em caráter extraordinário

1) O projeto não fala em prazos, como o projeto inicial, que dá 180 dias para apresentação de projetos de implementação de ciclovias, bicicletários, paraciclos e integração aos transportes públicos.

2) O projeto da Prefeitura não fala na obrigatoriedade de estabelecimentos comerciais implementarem vagas destinadas às bicicletas, como trata o projeto inicial.

3) A Prefeitura permitirá cobrança de valor de até meia passagem de um ônibus até em estacionamentos públicos pagos, enquanto o projeto inicial estabelece gratuidade.

4) Metas: No projeto de Zenaldo, não há qualquer menção sobre quantidade de ciclovias ou ciclofaixas a serem implementadas. Para que então uma lei que não exige contrapartida? No projeto inicial de Fernando Carneiro, existe um mínimo de 5% das vias urbanas sendo destinadas para a construção de ciclofaixas/ciclovias.

E o mais absurdo e ilógico: A Câmara já havia marcado uma Audiência Pública com ciclistas na quarta-feira 7 de junho. Só que a sessão extraordinária foi marcada antes, na terça 6/junho. A Câmara vai aprovar uma lei feita pela Prefeitura sem antes ouvir os ciclistas.

Outra questão se dá pelo fato de que a Câmara, no mandato passado, foi orientada a não aprovar um projeto de lei – mesmo que importante – vindo de um vereador de oposição, por simples “birra” – a velha política. O Prefeito queria simplesmente ser “o Pai da criança”, como diz-se no jargão. Só que o projeto de lei enviado, tal qual a projeto de lei em ar-condicionados nos transportes seletivos – fresquinhos -, vai ser outro engodo! Uma nova Lei Migué está por vir e vamos apenas assistir?

Essa sessão é para a votação desta lei que não tem contrapartidas. É importante marcar pressão e fazer pressão para que as emendas que serão sugeridas sejam aprovadas, prevendo prazos e metas para a Lei!

Os projetos podem ser lidos aqui:
1) Prefeitura:
https://goo.gl/V4z48w

2) Projeto Lei da Bicicleta – Carneiro:
https://goo.gl/rTP4n1

*Com informações do @BelémTrânsito