Coletivos de bicicleta da cidade irão realizar o Fórum da Mobilidade Ativa de Belém

Coletivos de bicicleta da cidade irão realizar o Fórum da Mobilidade Ativa de Belém. O evento tem por objetivo engajar mais pessoas na busca por uma cidade que priorize os modos ativos de locomoção e compartilhar o que tem sido desenvolvido para que a cidade se torne mais amigável a estes deslocamentos. Se você quer saber o que essa galera tem feito e pode contribuir para melhorar ainda mais as mobilizações, atividades e a cidade, chegue mais!

Esse é o lugar e momento certo para isso. Data: 24/07/18 Hora: 18h30 Local: Núcleo de conexões Ná Figueiredo (Av. Gentil Bitencourt, 449)

Inscrições

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Nota do Coletivo ParáCiclo à reportagem e ações da Prefeitura sobre a Ciclofaixa da Avenida Pedro Álvares Cabral

Prefeitura de Belém (PMB) anuncia, por meio de sua agência de comunicação, a Ampliação da malha cicloviária do município. A interligação entre a ciclofaixa da Av. Pedro Álvares Cabral e a Doca, é demanda antiga dos coletivos que pautam a ciclomobilidade na cidade, apesar disso, como visto em outras iniciativas, PMB promove ações com pouca consulta ao público interessado, e com pouco ou nenhum estudo técnico que embase as alterações propostas. A necessidade de ampliação das rotas de bicicleta é também uma demanda antiga de ciclistas (Confira aqui publicação sobre o tema), que vem sendo debatido e encaminhado pela gestão com apoio de alguns representantes da sociedade civil (Confira mais aqui). Os coletivos ParáCiclo, Ciclomobilidade Pará e Bike Anjo Belém já entregaram documentação à Prefeitura demandando a ampliação dessas rotas, inclusive indicando as vias mais relevantes, orientando quais seriam os melhores modelos para cada situação. Nas reuniões e mapas entregues pelos coletivos, há indicação de pontos de ampliação, entre os quais a necessidade de conectar as rotas levando ciclistas com segurança até o centro da cidade. Entre as demandas elencadas estavam a ligação entre a Av. Duque de Caxias ao centro da cidade pela Av. Antônio Barreto, bem como o prolongamento da ciclofaixa da Pedro Álvares Cabral, que é o motivo da matéria publicada. Embora o prolongamento seja positivo, este coletivo fez algumas considerações sobre as informações divulgadas na matéria.

 

  • Redução da largura da ciclofaixa:

 

O que a prefeitura diz:

“Para a ampliação, a ciclofaixa será redimensionada, ganhando novo tamanho, extensão e sinalização”. Em realidade o “redimensionamento” nada mais é do que redução da largura, admitida na sequência da reportagem

Um dos pontos alegados pela prefeitura para a redução da largura da ciclofaixa na referida avenida diz respeito à um “baixo fluxo de ciclistas na via”. O Coletivo solicita à prefeitura que divulgue o estudo que comprova o baixo fluxo de ciclistas. Até o momento, pelo que se sabe, não há estudos atuais que permitam corroborar tal afirmação. Inclusive, se utilizarmos a ferramenta do aplicativo Strava (com seus claros limites de abrangência de público) que cria Mapas de Calor, podemos perceber que quanto mais vermelho a via, maior o fluxo de ciclistas. Então, levando em consideração que a maioria dos trabalhadores que se locomovem de bicicleta não utilizam o aplicativo (ou seja, não fazem parte dos números indicados pelo mapa), é plausível admitir que o fluxo seja ainda maior que o apresentado abaixo.

Mapa Calor do Strava(Acessado dia 25 de Junho de 2018, Disponível em https://www.strava.com/heatmap#14.59/-48.48694/-1.42634/bluered/ride)

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Além disso, há outros equívocos na matéria publicada nas quais destacamos a seguir:

  • Ciclistas trafegando próximo ao meio fio:

O que a prefeitura diz:

“É importante que as pessoas entendam que estamos trabalhando a melhoria desta ciclofaixa e que, enquanto ela estiver em fase de readequação, os ciclistas devem trafegar como determina o Código de Trânsito Brasileiro, próximo ao meio fio e com os veículos respeitando a distância mínima de 1,5 m”, orienta Marcos Chagas.

O representante da Secretaria de Mobilidade entrevistado na matéria orienta ciclistas a trafegarem próximo ao meio fio, o que é completamente inadequado e inseguro, além de não ser exatamente o que diz o CTB. Lugar de bicicleta é na rua, no sentido dos carros e nas faixas laterais da via (inclusive na esquerda). E com preferência de uso da via. Como podemos ver abaixo, no artigo 58 do CTB:

Art. 58. Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores.

O chamado bordo da pista é a lateral da via, mas sem uma definição clara de até onde é considerado bordo (por isso ocupe a faixa, é mais seguro!).

Vale lembrar que a área próxima ao meio fio em Belém costuma ter buracos, bocas de lobo, lixo, além de ondulações, asfalto quebrado, irregularidades e detritos que podem gerar acidentes ou furar o pneu. Tudo isso já seria suficiente para recomendar distância dessa parte da via, levando em consideração o risco de perder o controle da bicicleta e cair em frente a um carro ou ônibus que esteja passando ao seu lado. Mas o cenário é ainda pior. Pela dinâmica da cidade, ciclistas sabem que se estiverem posicionados muito próximo ao meio-fio, portanto quase fora da via, os motoristas entendem que o acesso ao espaço é suficiente. Passam desrespeitando a regra de manter 1,5m de distância. E se muitos motoristas sequer sabem da existência dessa regra, imagina cumprí-la.

Ciclistas são diariamente oprimidas nas vidas com as chamadas “finas”, quando motoristas passam perigosamente próximos de ciclistas. A distância de 1,5m costuma ser suficiente para que, em caso de queda de quem está na bicicleta, não aconteça um atropelamento. Também é suficiente para que não ocorra um esbarrão no guidão se a pessoa na bicicleta precisar desviar de um buraco. E andando de bicicleta, precisamos desviar de buracos. Não é uma questão de escolha, o buraco pode nos derrubar em meio aos carros.

Com a bicicleta ocupando a faixa, como o veículo que é, fica mais fácil fazer o motorista cumprir o CTB ao trocar de faixa para fazer a ultrapassagem. E mesmo que tente forçar passagem, haverá uma área de fuga à direita de quem está pedalando na via. Mantendo-se rente ao meio-fio, todos os carros, ônibus e caminhões passarão perto demais, não apenas os conduzidos por motoristas agressivos, inaptos para dirigir e sem respeito à vida.

  • Revitalização da ciclovia da Av. Almirante Barroso

A matéria destaca ainda a revitalização da sinalização em toda a Av. Almirante Barroso, realizada antes do início dos trabalhos na Av. Pedro Álvares Cabral. No entanto, destacamos que a pouca sinalização feita, diferente do que aponta o texto, não atendeu o problema mais significativo da via, no trecho onde a Secretaria aponta como “via compartilhada”. A sinalização é precária e o conflito entre ciclistas e pedestres é constante, não houve revitalização da a pintura, sinalização vertical e muito menos o trabalho de conscientização dos usuários.

O problema das grades que segregam a ciclovia da Av. Almirante Barroso, um dos que vêm sendo denunciado há tempo pelos ciclistas e pautado em reuniões com a gestão, não foi solucionado, colocando em risco a vida das pessoas que transitam por lá diariamente.

Diante do exposto, este Coletivo, se posiciona contra a redução da ciclofaixa da Av. Pedro Álvares Cabral para substituir por mais uma via de circulação de veículos, pois tal alteração, vai contra a necessidade de investir na mudança de paradigmas da mobilidade e alterar o modelo de cidade pensadas e pautadas para carros.

Destaque: hoje, em contato informal com representante da SEMOB, o coletivo foi informado que a ciclofaixa cumprirá a a recomendação estabelecida pelo DNIT, e possuirá 2,5m de largura em toda a sua extensão. Iremos acompanhar o andamento da obra.

Plá – o cantor das ruas e das bicicletas

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Impossível pensar o Bicicultura 2018 sem vir a cabeça a trilha sonora do cantor Plá, que embalou os três dias de evento. Ele que estava “em de Curitiba com seu violão na mão, fazendo muito som exautando as bicicletas” e seguiu para o Rio de Janeiro, como confirma na letra da canção Bike Cultura do álbum Biciclopédia 3, seu 48º disco. Isso após uma mobilização dos ciclistas que apoiaram sua campanha de financiamento coletivo para a viagem a qual propiciava a aquisição de seus discos como recompensa.
Ademir Antunes, conhecido como Plá nas ruas de Curitiba e por quem acompanha as atrações anuais dos Biciculturas, nasceu em Campo Belo do Sul-SC e foi para Curitiba em 1976 cursar música na FAP. Suas músicas possuem influência na Folk Music, trazendo letras que tecem críticas ao capitalismo e a sociedade carrocêntrica, com proposições filosóficas libertárias e libertadoras. Obviamente não poderia ficar de fora o que encanta nossos leitores: a bicicleta.
Plá é um ativista que mostra em sua prática a mudança de comportamento necessária para um futuro mais próspero, humano e respeitoso entre as pessoas e o meio ambiente. Como instrumento de propagação de suas ideias ele utiliza suas músicas, que contagiam com essa energia fantástica que ele emana do seu jeitão de profeta das bicicletas.
Quer saber mais sobre ele? É só acessar os links a seguir e curtir este camarada dos pedais!

Tem que ter moral de: Mari Poncio, Chico Pinto e Hudi Correia

Plá por “Gorila Kelso Produções”

Vídeo da música Bike e Cultura, filmado por nossa equipe no Bicicultura 2018

Dossiê pela mobilidade ativa é entregue ao Detran-PA

 

Coletivos cicloativistas de Belém fazem entrega do Dossiê nacional sobre a Resolução do CONTRAN nº 706/2017 que prevê, entre outras coisas, multar ciclistas e pedestres.

IMG-20180524-WA0020Foto: Daniel Nardim

O Dossiê elaborado sob a coordenação da União dos Ciclistas do Brasil (UCB) com auxílio dos diferentes coletivos do Brasil, dentre os quais os coletivos paraenses ParáCiclo e Ciclomobilidade Pará, foi entregue ao representante do Departamento de Trânsito do Pará – DETRAN/PA, Walmero Costa, nesta quinta-feira (24), durante reunião realizada com o DETRAN e Secretaria de Comunicação do Governo do Estado (SECOM).

O documento destaca o histórico da Resolução 706/2017, na qual previa que a partir de abril de 2018 passaria a valer a norma do Conselho Nacional do Trânsito – CONTRAN,que estabelecia as medidas para multar pedestres e ciclistas nas cidades brasileiras (Resolução Contran 706/2017).

No entanto, aos 45 minutos do segundo tempo, o Presidente do CONTRAN suspendeu a Resolução até março de 2019 pela Deliberação Contran 168/2018. Com isso, iniciou-se a mobilização a nível nacional tendo tal mudança uma oportunidade de mobilizar e argumentar para barrar as multas para pedestres e ciclistas em todo o Brasil.

Durante a reunião também foram discutidas estratégias de produção de dados estatísticos a respeito do uso da bicicleta em Belém a partir de metodologia aplicável anualmente. As ações da Rede Bike Anjo foram pautadas, dentre as quais o Projeto Bike na Obra, que procura qualificar e dar maior visibilidade aos trabalhadores da construção civil que utilizam a bicicleta como meio de transporte na cidade de Belém-PA.

A entrega do Dossiê tem por finalidade garantir a participação popular na construção de uma nova regulamentação que não penalize pedestres e ciclistas em um quadro de total abandono de infraestrutura básica nas cidades.

Fotos: Daniel Nardim

PLANEJAMENTO URBANO E MOVIMENTO CICLOATIVISTA DE BELÉM EM DEBATE

Entre os dias 15 e 18 de maio de 2018, foi realizado no Rio de Janeiro o 3º Seminário Internacional de Memória Social. A mobilidade por bicicleta de Belém esteve representada por Leo Grala, que apresentou trabalho coletivo intitulado “Planejamento Urbano e Ciclomobilidade, participação Social na Região Metropolitana de Belém“.
Este trabalho discorre sobre a configuração e trajetória histórica dos movimentos cicloativistas de Belém e RMB, pontuando algumas limitações e desafios existentes no engajamento dos movimentos populares.
A mesa foi dividida com trabalhos interessantes sobre Movimentos e Lutas populares na educação de Jovens e Adultos (Maria Duques/UESB) e “A rebelião dos Sutiãs” ocorrida no Rio de Janeiro em 1997 (Nahyá Nogueira/ISERJ), dentre outros.
Confira mais no Caderno de Resumos.
Fotos: Maria Luiza Ferreira Duques (UESB). 

Representantes de organizações locais reúnem para articular sobre revisão do Plano Diretor 2018

Em cumprimento ao Plano de ação da Oficina de Formação pela Bicicleta da Região Norte e da Campanha Bicicleta nos Planos, o coletivo ParáCiclo realizou, na tarde de ontem, a 2ª reunião sobre revisão do Plano Diretor 2018. A reunião foi realizada no espaço Let’s Bike Café e contou com a participação de representantes do Laboratório da Cidade, Coletivo Ciclomobilidade, rede Bike Anjo e Ame o Tucunduba.

Durante a reunião foi feita a leitura da cartilha sobre o Plano Diretor, elaborada para a revisão de 2008, pela prefeitura de Belém. O advogado legislativo, José Augusto, fez esclarecimento e orientações sobre a maneira que o processo participativo deve se dar e sugeriu a elaboração de documentos para protocolar nos órgãos responsáveis.

Foram discutidos aspectos sobre a importância de integrar grupos com interesses plurais na perspectiva de garantir maior espectro de participação popular. Foi ponto de pauta, a necessidade de se articular com entidades que possuem histórico de participação na elaboração/avaliação de planos diretores, bem como a importância de fortalecimento de assembleias nos bairros e distritos para que haja mais participação da sociedade.

Foram criados 3 Grupos de Trabalho (GT de estudo do Plano Diretor, GT de Mobilização e GT de Mapeamento) para dar prosseguimento às atividades. Os grupos estão abertos para que outras pessoas acessem.

As pessoas, entidades, coletivos e organizações interessadas em participar do processo devem entrar em contato pelo e-mail coletivoparaciclo@gmail.com

Detran divulga Pesquisa do perfil socioeconômico do ciclista para coletivos cicloativistas do Pará

Integrantes dos coletivos Pará Ciclo, Ciclomibilidade Pará e rede Bike Anjo participaram, na tarde de sexta-feira (01), de reunião com o Departamento de Trânsito do Pará. Na oportunidade foram apresentados os dados sobre a pesquisa do perfil socioeconômico do Ciclista, realizada pelo Detran-PA. A Campanha Bicicleta nos Planos foi apresentada ao órgão afim de tê-los como parceiros nas atividades voltadas à gestores públicos e sociedade civil. Ficou encaminhado que novas reuniões serão promovidas para ampliar e melhorar as campanhas educativas voltadas à motoristas e aos deslocamentos ativos no Estado.

Prefeitura inicia implantação de paraciclos dia 15 de dezembro

No dia 22 de novembro o coletivo Ciclomibilidade Pará participou de reunião com Seurb e Semob para tratar dos problemas relacionados aos deslocamentos ativos na cidade, com destaque para a bicicleta. Em novembro foi a terceira reunião realizada entre o coletivo de cicloativistas e a gestão pública. Desde a primeira reunião foram apresentadas demandas de implantação de Paraciclos pela cidade e melhoria das rotas cicloviárias, como a ciclovia da Av. Duque de Caxias, Av. Augusto Montenegro, Pedro Álvares Cabral, Marques e Almirante Barroso. A prefeitura se comprometeu em implantar Paraciclos em 10 locais estratégicos, a partir do dia 15 de dezembro, definidos juntamente com os ciclistas.

Em relação aos problemas de ciclovias e ciclofaixas da cidade, o coletivo apresentou relatório de pontos problemáticos na Av. Almirante Barroso e Augusto Montenegro, onde está em execução as obras do BRT e a prefeitura ficou de fazer levantamento nos locais para cobrar da empresa responsável a solução para os problemas. Além disso, foi citado o problema de sinalização nas avenidas Pedro Alvares Cabra, onde a prefeitura informou que existe um projeto previsto para o local, portanto, não teria como fazer ajustes na sinalização da ciclofaixa existente.

Foram citados também os problemas das avenidas Marquês e Duque de Caixias, que possuem problemas de sinalização, principalmente horizontal nos cruzamentos, onde o motorista não identifica que o espaço é de tráfego de ciclistas. Os problemas de buracos na ciclovia da Duque foi citado e a gestão informou que notificou a empresa responsável pela obra para realizar os ajustes.

2º Pedal Cycle Chic integra a Semana da Mobilidade em Belém

Qual a melhor roupa para andar de bicicleta? Para os ciclistas que participaram do 2º pedal Cycle Chic, realizado na tarde de domingo (17), se sentir bem é o foco principal. Para além das roupas tecnológicas, pedalar é um ato de resistência, amor à cidade, à uma vivência que vai além do senso comum. A ciclista e relações públicas, Marília Guedes, conta que gosta de se vestir bem e depois que passou a usar a bicicleta como meio de transporte não quis abrir mão dos seus vários estilos. “Para o meu trabalho eu tenho que me vestir social, então eu continuei usando a mesma roupa que usava antes de pedalar”.

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Foto: Carlos Borges / Moiré Foto&Cine

Para Marília, o mais importante para realizar o deslocamento de maneira prazerosa é estar bem consigo, independente do traje. “O pedal cycle chic é uma forma de mostrar para as pessoas que para andar de bicicleta não precisa estar vestido de ciclista, mas que dá para sair despojado, arrumado e se sentir livre. Quando eu pedalo me sinto poderosa”, afirma.

 

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O fotógrafo e ciclista Carlos Borges participou pela segunda vez do pedal e conta que a sua relação com a bicicleta vem casada com a fotografia e com a memória afetiva de início da relação dele com a esposa Paula Lourinho. “Estamos juntos há 27 anos e quando começamos a namorar, ainda escondidos, a Paula ia ao meu encontro pedalando uma Ceci. Um dia fomos fotografar o casamento de amigos ciclistas. Ficamos encantados com a beleza e começamos uma inquietação. Nos empolgamos e hoje temos 5 bicicletas retrôs montadas em casa e duas por montar”.

Além de pedalar, Carlos participa do Pedal Cycle Chic fazendo fotos e afirma que se encanta cada vez mais pela beleza que ela possibilita aos seus registros fotográficos. “Eu fotografo o pedal pela questão da beleza, além do mais, as pessoas que pedalam são diferentes. De fácil interação e esse pedal, especificamente, é um pedal mais contemplativo da cidade. É muito agradável”.

A empresária do Let’s Bike Café, Rejane Cruz, conta que o empreendimento passou a realizar o Pedal Chic com a finalidade de promover cada vez mais a bicicleta na cidade. “O nosso lado cicloativista nos instigou a fazer esse evento como forma de dar mais visibilidade da bike como meio de mobilidade urbana. Era um tipo de pedal que não existia em Belém. Faltava um passeio Cycle Chic para mostrar para a sociedade que a gente pode pedalar do jeito que quiser”, destaca.

O 2º Pedal Cycle Chic integrou a programação da Semana da Mobilidade, realizada nacionalmente entre os dias 16 e 22 de setembro, quando é promovido o Dia Mundial Sem Carro. Em Belém a programação conta ainda com os seguintes eventos:

19/09 – 19h – Roda de Conversa – Belém Photos (Av. Braz de Aguiar, 430)

20 e 21/09 – Viva a Cidade Viva – Transmissão de lives pela página Pará Ciclo

22/09 – Dia Mundial Sem Carros 2017

6h – Blitz Solidária (Av. Gentil Bitencourt com Av. José Bonifácio).  Café da manhã e pequenos ajustes grátis em bicicletas.

19h – CineBike (Praça Floriano Peixoto – Mercado de São Brás) – Projeção do Documentário Mama Aghata e de vídeos musicais com bicicletas.

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Foto: Carlos Borges

Texto: Melissa Noguchi

Fotos: Carlos Borges/Moiré Foto&Cine

Organização: Let’s Bike Café

 

 

Ciclovias e ciclofaixas são pauta de reunião entre ciclistas e gestão municipal

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Representantes do Coletivo Ciclomobilidade Pará reuniram, na tarde de ontem (05), com técnicos e Secretário Municipal da Secretaria de Urbanismo de Belém (Seurb), Adinaldo Sousa de Oliveira, e diretores da Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob). A reunião teve por finalidade reapresentar as demandas dos ciclistas ao poder público, tento em vista que durante os anos de 2015 e 2016, foram feitas diversas reuniões sem que fosse feito o atendimento efetivo das pautas apresentadas.

Durante a reunião o coletivo falou sobre os problemas das ciclovias e ciclofaixas da cidade, que encontram-se deterioradas. A Av. Almirante Barroso, foi pontuada, mas a prefeitura justificou que não foram realizadas obras na via, apesar das obras do BRT, no entanto, os ciclistas alertaram para problemas que não existiam antes da obra passar por lá. E destacaram a necessidade de que a empresa seja cobrada, já que os resquícios da obra ficaram todos por lá, com pisos desnivelados, esburacados e restos de concreto.

A ciclovia da av. Duque de Caxias foi outro ponto importante da reunião. Inaugurada em fevereiro de 2016, apresenta problemas sérios desde antes da liberação para trânsito. A gestão informou que o local possui problema no solo e por isso vem sofrendo reparos com frequência, mas os problemas retornam. O coletivo questionou sobre os estudos de sondagem realizados para a obra e da garantia da obra por parte da empresa, que normalmente é de 5 anos após inaugurada. De acordo com o secretário da Seurb, Adnaldo Oliveira, a prefeitura teve diversos problemas com a empresa que executou a obra e a empresa não existe mais. A gestão se comprometeu em fazer uma visita técnica para reavaliar os problemas.

A ciclovia da av. Augusto Montenegro também foi pontuada, tendo em vista que teve o primeiro trecho recém inaugurado, mas já precisa de ajustes, como desníveis, placas de sinalização, postes e até casa no meio do trajeto. O coletivo apresentou fotos de um levantamento feito no local para a audiência do BRT, promovida pelo Ministério Público Estadual (MPPA), no dia 22 de agosto.

Outro ponto da reunião foi a colocação de paraciclos em locais estratégicos da cidade. A demanda foi sugerida à prefeitura em 2016, com sugestão da utilização da antiga estrutura que servia de guarda-corpo na ciclovia da Av Almirante Barroso. O coletivo chegou a fazer uma visita monitorada com a Seurb nos possíveis locais para colocação. Os técnicos informaram que estão em contato com órgãos do patrimônio histórico para liberação em áreas tombadas, além de negociação com empresário para financiamento da obra de implantação dos paraciclos. Nas áreas tombadas, o coletivo sugeriu que a gestão utilize uma vaga de veículo para a colocação da estrutura, tal qual como foi feito nos espaços de bicicletas compartilhadas.

Ao final da reunião a prefeitura se responsabilizou em fazer levantamentos técnicos nas ciclovias deterioradas, com prazo para retorno ao Coletivo em 15 dias. A Semob irá verificar a viabilidade da utilização da vaga de veículo para a implantação do paraciclo nas áreas tombadas, além de dar encaminhamento para iniciar a colocação dos paraciclos em outros pontos da cidade. O prazo estipulado para dar retorno aos ciclistas para essa demanda é de 30 dias.