Dia da Amazônia com arte na bicicleta

Festival ‘Na Brea com a Magrela’ apresenta espetáculo que mistura humor e um olhar poético sobre o uso da bicicleta

No dia da Amazônia, comemorado neste domingo, 05 de setembro, o Coletivo ParáCiclo dá início à programação cultural do Na Brea com a Magrela – Festival Amazônico de Cultura da Bicicleta, que utiliza linguagens artísticas como fotografia, audiovisual e o teatro para mostrar a importância deste modal para a sociedade como meio de transporte, lazer, esporte, renda e principalmente a sustentabilidade, com a apresentação do espetáculo Breados Alados, uma história apresentada por Cleber Cajun, ator, roteirista e ciclista.

“Desde pequeno ando de bicicleta, já tive muitas, já utilizei diversas vezes a bicicleta em cena no teatro. Hoje em dia, vou e volto do trabalho de bicicleta. Entendo essa manifestação e ideia coletiva como uma justa posição contra qualquer forma de dominação e opressão. Se a gente não andar de bicicleta, seremos devorados por uma única forma de transporte e isso não é justo, é preciso ser plural e isso a bicicleta nos dá”, reflete Cajun.

Breados Alados apresenta um olhar poético sobre a bicicleta, as questões políticas e subjetivas que envolvem o ato de pedalar, especialmente em um trânsito caótico como o da cidade de Belém. “Existe muita poesia quando entendemos o ato de andar de bicicleta como um ato político, um enfrentamento ao trânsito pensado para veículos motores. É preciso fazer perguntas e buscar maneiras de incentivar o uso deste transporte e refletir sobre o que ele traz de melhor pra nossa saúde e para o bem-estar geral”, reflete o artista.





A história é uma grande declaração de amor à bicicleta e à cidade de Belém, que tem um trânsito caótico, mas que pode (e deve) ser humanizado. A apresentação também faz referência às danças e folguedos populares que permanecem vivos nessa região do país: o personagem é um brincante com fitas coloridas que representam seus pensamentos, suas ligações com outros afetos, ele é um ser que interage e afeta o olhar da cidade, uma pessoa comum também como qualquer outra que quer ter o direito de ir e vir sem ser prejudicado, usando seu transporte que não polui. Breados Alados convida o público para um passeio por pensamentos e sentimentos de quem faz da bicicleta seu estar no mundo, uma conversa visual: um brincante que faz do seu brinquedo, sua máquina de poetizar com pitadas de humor.

“Como Chaplin disse: ‘a comedia faz pensar sem sofrer’, ou seja, é uma forma leve de dialogar sobre assuntos que, por muitas vezes, podem ser espinhosos. No Breados, lançamos um olhar político sobre andar de bicicleta, mas com um jeito poético de dizer”, avisa.

Cleber Cajun


Ator, palhaço, pintor, bailarino, professor e brincante da cultura popular, Cleber Cajun, que assina o texto e está em cena, é formado pelo curso Artes Visuais na Universidade Federal do Pará e técnico em ator na Escola de Teatro e Dança da UFPA. As fotos, filmagem e edição é da designer Carol Abreu. O espetáculo foi gravado durante o mês de agosto em Belém seguindo as recomendações de segurança contra a Covid-19.

O espetáculo, que faz parte do Na Brea com a Magrela – Festival Amazônico de Cultura da Bicicleta, projeto contemplado pela Lei Aldir Blanc Pará, será postado neste domingo, 05 de setembro, às 10 horas, no canal do Youtube do ParáCiclo.

Magrela – Econômica, ecologicamente correta, movimenta o corpo e alivia a mente. Essas são apenas algumas das vantagens da bicicleta. Buscando celebrar a cultura do pedal, o Coletivo ParáCiclo idealizou o Na Brea com a Magrela – Festival Amazônico de Cultura da Bicicleta, que conta com exposição fotográfica, produção audiovisual, teatro e intervenções urbanas pela capital.

“Há muito tempo sonhávamos com um espaço onde a bicicleta fosse a estrela principal. A ideia de festival sempre esteve com a gente e a Lei Aldir Blanc de emergência cultural concretizou esse sonho. O Coletivo ParáCiclo atua junto à sociedade civil em favor dos direitos do ciclista com a perspectiva de cidade para pessoas. Nesse sentido, o Festival tem a função social de “sinalizar” a cidade com mensagens educativas, promovendo debates necessários para a inclusão do tema no circuito cultural e para despertar o olhar mais sensível para as dificuldades de quem pedala”, explica Júlia Freitas, coordenadora geral do projeto.

O Festival fez sua estreia com a exposição fotográfica Na Bréa com a Magrela, que conta com 8 painéis fotográficos expostos no Bosquinho ao lado dos Correios do Entroncamento, na Av. Almirante Barroso, uma área de grande circulação, inclusive, de quem utiliza bicicletas. As fotos foram feitas por Amarílis Marisa, Diogo Viana, Flávia Souza, Marton Maués, Netto Dugon e Ruth Costa e mostram as possibilidades deste modal em Belém: de meio de transporte a empreendedorismo e seguem expostas até o final de setembro, mês da mobilidade.

Desenhado para ser um evento presencial, o Festival precisou ser reformulado para um formato híbrido (virtual-presencial) por conta da pandemia. A programação é dividida em quatro eixos: apresentações artísticas; intervenção de arte sonora e audiovisual; Live Tour do Pedal Histórico e interações com os empreendedores da economia da bicicleta. Ações interligadas que buscam mostrar como Belém transpira por meio da bicicleta. Todo o material será disponibilizado no site coletivoparaciclo.org e nas redes sociais do @coletivoparaciclo. O site terá uma nova aba exclusiva para o Festival Na Bréa, onde serão disponibilizados os vídeos das ações e os episódios da websérie, além do registro das entregas da exposição fotográfica, instalação de placas com conteúdos educativos e colagem de lambes por Belém.

“Nossas atividades irão ressaltar a importância do uso da bicicleta em Belém como o modal ativo de transporte sustentável, ressaltando sua importância para descomprimir o colapso de carros circulando pela cidade e reafirmando a urgência do uso de fontes limpas de energias”, revela Júlia. “Mais do uma opção de esporte, empreendedorismo, lazer; ela é matéria-prima para diferentes expressões artísticas e é mais que uma modalidade acessível de deslocamento e transporte, é ponte de conexões, afetos e amizades e culturas”, finaliza.



Coletivo ParáCiclo – O Coletivo ParáCiclo está há 10 anos atuando como incentivador e divulgador da cultura da bicicleta em Belém. Mais do que isso, instigando o desenvolvimento de ações temáticas e na luta por políticas públicas que favoreçam a mobilidade urbana e promovam qualidade de vida para todos.

Em setembro de 2019, mês da mobilidade, o Coletivo ParáCiclo disponibilizou os resultados da primeira contagem sistemática de viagens realizadas por bicicletas em Belém. Os resultados confirmam uma Belém que pedala, mais de 55 mil viagens que foram computadas em seis pontos de contagem distribuídos entre diferentes bairros da cidade.


Serviço:
| O quê: Na Brea com a Magrela – Espetáculo Breados Alados de Cleber Cajun
| Onde: Site coloetivoparaciclo.org e Youtube do Coletivo ParáCiclo
| Data: 05 de setembro de 2021 às 10 horas
| Mais em: @coletivoparaciclo

Informações à imprensa (Lambada Produções):
Anna Cristina Campos: (91) 98304-0553 / Sonia Ferro: (91) 98026-1595 (Wapp) / Email: lambadaproducoes@gmail.com

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