2º Pedal Cycle Chic integra a Semana da Mobilidade em Belém

Qual a melhor roupa para andar de bicicleta? Para os ciclistas que participaram do 2º pedal Cycle Chic, realizado na tarde de domingo (17), se sentir bem é o foco principal. Para além das roupas tecnológicas, pedalar é um ato de resistência, amor à cidade, à uma vivência que vai além do senso comum. A ciclista e relações públicas, Marília Guedes, conta que gosta de se vestir bem e depois que passou a usar a bicicleta como meio de transporte não quis abrir mão dos seus vários estilos. “Para o meu trabalho eu tenho que me vestir social, então eu continuei usando a mesma roupa que usava antes de pedalar”.

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Foto: Carlos Borges / Moiré Foto&Cine

Para Marília, o mais importante para realizar o deslocamento de maneira prazerosa é estar bem consigo, independente do traje. “O pedal cycle chic é uma forma de mostrar para as pessoas que para andar de bicicleta não precisa estar vestido de ciclista, mas que dá para sair despojado, arrumado e se sentir livre. Quando eu pedalo me sinto poderosa”, afirma.

 

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O fotógrafo e ciclista Carlos Borges participou pela segunda vez do pedal e conta que a sua relação com a bicicleta vem casada com a fotografia e com a memória afetiva de início da relação dele com a esposa Paula Lourinho. “Estamos juntos há 27 anos e quando começamos a namorar, ainda escondidos, a Paula ia ao meu encontro pedalando uma Ceci. Um dia fomos fotografar o casamento de amigos ciclistas. Ficamos encantados com a beleza e começamos uma inquietação. Nos empolgamos e hoje temos 5 bicicletas retrôs montadas em casa e duas por montar”.

Além de pedalar, Carlos participa do Pedal Cycle Chic fazendo fotos e afirma que se encanta cada vez mais pela beleza que ela possibilita aos seus registros fotográficos. “Eu fotografo o pedal pela questão da beleza, além do mais, as pessoas que pedalam são diferentes. De fácil interação e esse pedal, especificamente, é um pedal mais contemplativo da cidade. É muito agradável”.

A empresária do Let’s Bike Café, Rejane Cruz, conta que o empreendimento passou a realizar o Pedal Chic com a finalidade de promover cada vez mais a bicicleta na cidade. “O nosso lado cicloativista nos instigou a fazer esse evento como forma de dar mais visibilidade da bike como meio de mobilidade urbana. Era um tipo de pedal que não existia em Belém. Faltava um passeio Cycle Chic para mostrar para a sociedade que a gente pode pedalar do jeito que quiser”, destaca.

O 2º Pedal Cycle Chic integrou a programação da Semana da Mobilidade, realizada nacionalmente entre os dias 16 e 22 de setembro, quando é promovido o Dia Mundial Sem Carro. Em Belém a programação conta ainda com os seguintes eventos:

19/09 – 19h – Roda de Conversa – Belém Photos (Av. Braz de Aguiar, 430)

20 e 21/09 – Viva a Cidade Viva – Transmissão de lives pela página Pará Ciclo

22/09 – Dia Mundial Sem Carros 2017

6h – Blitz Solidária (Av. Gentil Bitencourt com Av. José Bonifácio).  Café da manhã e pequenos ajustes grátis em bicicletas.

19h – CineBike (Praça Floriano Peixoto – Mercado de São Brás) – Projeção do Documentário Mama Aghata e de vídeos musicais com bicicletas.

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Foto: Carlos Borges
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Foto: Carlos Borges
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Foto: Carlos Borges
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Foto: Carlos Borges

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Foto: Carlos Borges
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Foto: Carlos Borges
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Foto: Carlos Borges

Texto: Melissa Noguchi

Fotos: Carlos Borges/Moiré Foto&Cine

Organização: Let’s Bike Café

 

 

Ciclovias e ciclofaixas são pauta de reunião entre ciclistas e gestão municipal

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Representantes do Coletivo Ciclomobilidade Pará reuniram, na tarde de ontem (05), com técnicos e Secretário Municipal da Secretaria de Urbanismo de Belém (Seurb), Adinaldo Sousa de Oliveira, e diretores da Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob). A reunião teve por finalidade reapresentar as demandas dos ciclistas ao poder público, tento em vista que durante os anos de 2015 e 2016, foram feitas diversas reuniões sem que fosse feito o atendimento efetivo das pautas apresentadas.

Durante a reunião o coletivo falou sobre os problemas das ciclovias e ciclofaixas da cidade, que encontram-se deterioradas. A Av. Almirante Barroso, foi pontuada, mas a prefeitura justificou que não foram realizadas obras na via, apesar das obras do BRT, no entanto, os ciclistas alertaram para problemas que não existiam antes da obra passar por lá. E destacaram a necessidade de que a empresa seja cobrada, já que os resquícios da obra ficaram todos por lá, com pisos desnivelados, esburacados e restos de concreto.

A ciclovia da av. Duque de Caxias foi outro ponto importante da reunião. Inaugurada em fevereiro de 2016, apresenta problemas sérios desde antes da liberação para trânsito. A gestão informou que o local possui problema no solo e por isso vem sofrendo reparos com frequência, mas os problemas retornam. O coletivo questionou sobre os estudos de sondagem realizados para a obra e da garantia da obra por parte da empresa, que normalmente é de 5 anos após inaugurada. De acordo com o secretário da Seurb, Adnaldo Oliveira, a prefeitura teve diversos problemas com a empresa que executou a obra e a empresa não existe mais. A gestão se comprometeu em fazer uma visita técnica para reavaliar os problemas.

A ciclovia da av. Augusto Montenegro também foi pontuada, tendo em vista que teve o primeiro trecho recém inaugurado, mas já precisa de ajustes, como desníveis, placas de sinalização, postes e até casa no meio do trajeto. O coletivo apresentou fotos de um levantamento feito no local para a audiência do BRT, promovida pelo Ministério Público Estadual (MPPA), no dia 22 de agosto.

Outro ponto da reunião foi a colocação de paraciclos em locais estratégicos da cidade. A demanda foi sugerida à prefeitura em 2016, com sugestão da utilização da antiga estrutura que servia de guarda-corpo na ciclovia da Av Almirante Barroso. O coletivo chegou a fazer uma visita monitorada com a Seurb nos possíveis locais para colocação. Os técnicos informaram que estão em contato com órgãos do patrimônio histórico para liberação em áreas tombadas, além de negociação com empresário para financiamento da obra de implantação dos paraciclos. Nas áreas tombadas, o coletivo sugeriu que a gestão utilize uma vaga de veículo para a colocação da estrutura, tal qual como foi feito nos espaços de bicicletas compartilhadas.

Ao final da reunião a prefeitura se responsabilizou em fazer levantamentos técnicos nas ciclovias deterioradas, com prazo para retorno ao Coletivo em 15 dias. A Semob irá verificar a viabilidade da utilização da vaga de veículo para a implantação do paraciclo nas áreas tombadas, além de dar encaminhamento para iniciar a colocação dos paraciclos em outros pontos da cidade. O prazo estipulado para dar retorno aos ciclistas para essa demanda é de 30 dias.